A Potugal o novo Batman só chega dia 24. Mas, por exemplo, nos EUA já estreou. Aliás, existem mais de 300 salas de cinema no país com sessões extra para o filme, tal é a procura de bilhetes para ver a fita de Christopher Nolan, o homem que ressusctiou o herói de negro das trevas.

Anunciado como o Bataman mais negro, sombrio e físico de sempre, este é também o filme que melhor explora as emoções humanas. Para a crítica, também não há dúvidas de outra coisa: este é o melhor Batman de sempre.

Começando na história, passando pelo enredo e terminando nas magníficas interpretações dos actores, todos os críticos são unânimes em enaltecer “The Dark Knight” em geral e, muito em particular, Heath Ledger pela sua interpretação de Joker.

Muitos colocaram interrogações quando se soube que seria o falecido actor australiano a ressusctiar o papel de Jack Napier´ou, como é conhecido no mundo do crime the Gotham City, Joker. Ainda não convencidos pelo potencial do actor, os críticos não acreditavam que Ledger conseguisse colocar os sapatos que Nicholson usou no primeiro Batman de Tim Burton.

Porém, ao que tudo indica, não só Ledger consegui corresponder à difícil tarefa de interpretar uma personagem já vivida por Jack Nicholson, como excedeu todas as expectativas e foi - ao que dizem as críticas - fenomenal.

No Mundo dos super-heróis, o Joker é o vilão mais forte e o mais interessante. Lex Luthor e o Green Goblin têm a sua piada, mas é no esquizofrénico, demente, perverso e macabramente engraçado Joker que o herói encontra um rival à altura.

Tão boa é a interpretação de Ledger - onde já vai o cowboy gay - que se fala numa nomeação póstuma aos Óscares. Gary Oldman, o comissário Gordon, já disse que Ledger é a “melhor coisa” do filme. Opinião secundada pelo galardoado Michael Caine.

Só depois de ver o trailer e de ler as primeiras críticas me apercebi que Heath Ledger já morreu e que não pode assistir ao sucesso da sua actuação e do filme. Triste a morte de um dos mais jovens promissores actores de Hollywood, muito cedo rotulado como o novo Marlon Brando. Ora, tal como o “Padrinho”, Ledger teve uma vida trágica. Não viveu foi tanto tempo quanto Brando, que também andou pelos super-heróis, com um pequeno papel de pai do Super Homem no primeiro filme da saga.

Infelicidades à parte, estou mortinho por ver o filme. Nunca mais chega dia 24…

 

Foto: Reuters

O novo álbum dos Metallica vai-se chamar “Death Magnetic”. Apesar de não se saber quando o álbum vai chegar às lojas, o nome do álbum já é conhecido.

Mais, a banda anunciou que todas as músicas do novo álbum estarão disponíveis para download para o jogo Guitar Hero III. Quer isto dizer que logo que o álbum esteja nas lojas, os fãs da banda poderão descarregar todas as músicas do disco e aprender a tocá-las através do jogo.

A nova versão do popular jogo de guitarra, Guitar Hero: World Tour, que proporciona a possibilidade de tocar bateria e de cantar as faixas do disco, também vai ter todo o álbum dos Metallica, sendo possível aos fãs do grupo e do jogo “tocar” ao vivo todo o álbum na sua sala, como se estivessem num recinto em qualquer parte do Mundo.

A linha Guitar Hero assegurou também os direitos de todas as músicas dos Metallica, sendo esperada a edição de uma versão do jogo inteiramente dedicada aos Metallica até ao final do ano.

É caso para dizer que os Metallica continuam a sua aposta na plataforma multimédia, depois de ter sido uma das primeiras bandas a colocar todos os seus concertos ao vivo no seu site e disponíveis para serem descarregados pelos fãs, mediante o pagamento de uma quantia simbólica - na maior parte dos casos, não chega a 1 dólar.

Finalmente lampião

Julho 16, 2008

E, como diz um dos homens do desporto cá da casa, Pablo Aimar lá acabou de fazer as suas 300 malas e está prontinho para viajar até Lisboa, onde será jogador do Benfica. De acordo com as informações recolhidas junto do clube, o contrato será de 4 anos, mas o Record fala em 3.

Independentemente disso, está encontrado o «10» do Benfica e Rui Costa vene a sua primeira grande batalha na pele de dirigente. Conseguiu Aimar, resta saber se este vai trazer todos os benefícios que os benfiquistas esperam.

E Quiqe tem o reforço que queria. Agora, só têm de começar a jogar à bola.

Crescimento em baixa

Julho 15, 2008

Arrisco-me a dizer que foi assim em todas as redacções do país: a chegada do relatório do Banco de Portugal acerca do estado económico da nação animou a tarde. O relatório, com mais de 400 páginas, chegou pouco depois do almoço, seguido pela presença do governador do Banco de Portugal na Assembleia da República.

Vítor Constâncio fez uma revisão em baixa do progresso económico do país. De uma previsão inicial de crescimento cifrada em 2.0%, estima-se agora que a economia portuguesa cresça apenas 1.2%. Igualmente devastadora é a previsão para 2009, revista em fortíssima baixa: em Janeiro esperava-se um crescimento de 2.5%; agora acredita-se que esse crescimento não será superior a 1.3%.

De acordo com Vítor Constâncio, a principal razão para essa quebra é a “alteração substancial” da realidade económica desde Janeiro. A alta do preço dos combustíveis, o valor do euro face ao dólar e a diminuição da exportações são as principais razões encontradas pelo governador.

Apesar de o rendimento das famílias ter vindo a aumentar, o relatório acrescenta que a inflação se deverá situar nos 3% este ano, descendo para 2.5 % no próximo ano.

Face a este panorama, muito pouco animador, resta saber como irá o Estado tentar resolver esta questão, pressupondo que o Governo de Sócrates vai efectivamente tentar apresentar soluções para este problema, sem se refugiar na conjuntura internacional para explicar a desaceleração da economia.

Mais do que Ferreira Leite, o principal problema de Sócrates em 2009 será a crise económica. Resolver a crise, ou dar a entender de que se está a trabalhar para isso, pode ser a chave para a vitória. E a diferença entre a maioria relativa e absoluta.

Na redacção da SIC há imenso tempo que se sabe que Aimar tem tudo certo com o Benfica. Mais, há quase tanto tempo quanto isso que se sabe que o acordo entre Benfica e Saragoça é quase total. Porém, há quase (reparem na quantidade de ‘quases’ neste parágrafo) duas semanas que se diz que a contratação de Aimar está “por horas”.

E, estava por horas há duas semanas, há uma semana e durante todos os dias desta semana. São horas que nunca mais passam, apesar de todos sabermos que o jogador vai jogar no Benfica. O futebol hoje é só burocracia, de nada valendo as vontades dos jogadores - o Ronaldo que o diga. É por isso que vou passar a prestar mais atenção ao “Caras” e ao “Fama Show”. Sempre tenho uma vista mais bonita.

Ir para fora lá dentro

Julho 14, 2008

Depois de anos de costas voltadas para a China, Taiwan encontra-se a receptiva à visita de turistas chineses. Essa receptividade é tão grande que já motivou negociações entre os dois governos.

Percibo o seu potencial turístico, os primeiros turistas chineses foram recebidos, a 4 de Julho, com direito a toda a pompa e circunstância.

Os porquês do assédio turístico da China a Taiwan, e da abertura de Taipé a essa forma de namoro, estão todos aqui.

A Solução mais fácil

Julho 11, 2008

Está feito. Queiroz é o novo seleccionador nacional. O antigo adjunto do United desde cedo reuniu as preferências da FPF, Gilberto Madaíl, imprensa e do comentador comum. Com toda essa unanimidade, foi fácil para Madaíl avançar para Queiroz.

Porém, o facto é que esta é a escolha mais fácil. Era o treinador que ‘todos’ queriam, por isso Madaíl o trouxe. Mas, não revela essa decisão um grande faro por parte do presidente. Mais, demonstra apenas que o presidente da FPF quis agradar à maioria. Ou seja, esta não é a escolha dele, é a escolha de todos.

Tal como Scolari também era uma escolha consensual. Para não inventar, porque não conhece o mercado, Madaíl preferiu ir pelo seguro. Aliás, a única solução de risco foi Humberto Coelho, e não se deu nada mal. Até António Oliveira foi um regresso ao passado. Tal como é este de Queiroz. 

Vejo alguns problemas deste retorno. Primeiro, será que a ‘porcaria’ que precisava de ser varrida da FPF em 1994 foi, efectivamente, expurgada? Isto porque muitas das pessoas que faziam parte da FPF nessa altura ainda estão lá. Gilberto Madaíl é das poucas ‘caras novas’.

Depois, porque, em termos concretos, Queiroz não ganhou muita coisa. Sim, foi bi-campeão do Mundo de juniores, mas entre os grandes apenas ganhou uma Taça no Sporting e uma Supertaça no Real Madrid. Aliás, a sua incapacidade para controlar o balneário madrileno foi uma das razões para o seu rápido afastamento do clube e para o insucesso de toda a experiência espanhola.

Em Old Trafford foi um valioso braço direito de Ferguson, um auxiliar indispensável na hora de gerir a equipa em campo. Todavia, nunca teve de dar o peito às balas. O chefe de equipa era Ferguson e todos o sabiam.

Resta saber se depois de mais uma decisão limpa de Madaíl - que não gosta de contrariar muita gente, e talvez por isso se mantenha há tanto tempo no poder - Queiroz está mais maduro e capaz de, não só, levar a equipa ao próximo Mundial e Europeu, como trazer conquistas para Portugal. Para já, conseguiu o contrato de 4 anos e a responsabilidade de planificar o futebol jovem. Vamos ver como corre.

O último D. Sebastião do futebol português não teve um regresso nada auspicioso - falo de Camacho e o retorno ao Benfica. Queiroz, tal como esse, também não ganhou nada da primeira vez. Perdoam-lhe se falhar outra vez? Mais, recebê-lo-ão de novo em Manchester?

Farto de Ronaldo

Julho 10, 2008

O presidente da FIFA, Joseph Blatter, veio dizer que o ‘caso’ Ronaldo representava aquilo que no futebol se pode chamar de “escravatura moderna”.

Ora, os Ingleses pegaram nessas declarações e passaram o dia inteiro a reproduzir as mesmas e a tentar esclarecer qual o futuro de Ronaldo. Com um repórter em frente a Old Trafford - durante todo o dia - a SKY tentou dar alguma luz sobre o caso.

Porém, a única coisa nova que saiu dos 5 (!) directos feitos foi que Ronaldo está chateado com Ferguson por este não lhe ter ligado depois da operação a perguntar como estava. De resto, a mesma conversa do costume, com o jornalista a dizer que o Real quer apresentar o jogador a tempo da 2ª mão da Supertaça Espanhola e que o médico que operou Ronaldo ligou a Calderón a contar que estava tudo bem. Nada de novo, portanto.

Ah!, e o jornalista fez sempre questão de remeter para as declarações de Blatter. E, quando digo sempre, é mesmo sempre.

A inutilidade e banalização do directo fica expresso num caso destes. Virado para a “parede das televisões”, vi as imagens de Ronaldo vezes demais e, infelizmente, tive de observar o desespero do repórter em quantidades exageradas.

Enfim, mesmo muito farto de Ronaldo - principalmente, depois do Euro, onde esteve fraco.

O Mundo está nas mãos de pessoas pouco estáveis. Por um lado, temos George Bush que, a seis meses de abandonar a Casa Branca, continua a insistir na ameaça de ataque ao Irão, caso o seu Governo não abandone os seus projectos nucleares. Ora, do outro lado, temos um governo que irresponsavelmente desafia americanos e israelitas, fazendo testes nucleares todos os dias.

Depois do sucesso do teste de ontem, o governo Iraniano já veio dizer que caso os EUA ou Israel decidam atacar o seu país, as frotas americanas e guarnições militares israelitas estacionadas na região irão arcar com as consequências.

Por muito assustadoras e preocupantes que essas conversas sejam, a verdade é que tudo isso não passa de conversa. Os americanos não vão atacar o Irão, nem o Irão irá fazer muito mais do que mandar mísseis para terra de ninguém.

A guerra não interessa a qualquer uma das partes, mas a aparência de um confronto imediato e inevitável é bastante aliciante e sustenta as políticas de ambos os lados. Para Bush, o inimigo iraniano permite-lhe insistir na necessidade de proteger o mundo dos terroristas muçulmanos; para os lados de Ahmadinejad, garante a sua permanência no poder ao contestar e avisar contra os perigos vindos do Ocidente, principalmente num momento em que começa a surgir críticas ao seu estilo de governação.

O Teatro de Verão não é novo, e este ano pode ter algum efeito na campanha americana. O pairar do fantasma iraniano poderá ser favorável para McCain, o candidato da continuidade da política externa seguida nos últimos oito anos.

O Médio Oriente pode ser a maior dor de cabeça de Obama e trunfo de McCain. Dar uns pontos ao Senador do Arizona é o objectivo do actual residente da Casa Branca.

Mesmo assim, e olhando bem para o cenário, não deixa de ser terrível perceber que o Mundo está nas mãos de brincalhões, dispostos a tudo para provocar umas gargalhadas e dar umas ajudas aos amigos.